Laters, dude


Rapidinhas
March 6, 2009, 3:32 am
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#1

Não, não gostei do super e comentado novo álbum do U2: mais do mesmo, de novo.

#2

Assisti ontem a “Filth and Wisdom”, escrito e dirigido por Madonna, no noite de encerramento do Mardi Gras Film Festival aqui em Sydney, e parece que a moçoila tomou lições com John Waters e fez bonito no dever de casa – o filme é quase uma pérola trash e eu gostei, claro.

#3

Pronto, agora acabou o TIM Festival. Não vou mais ter que ficar com remorso por não ter gastado 1 salário mínimo para ver um artista que eu queria muito ver mas não podia.

#4

Já estou quase voltando para o Brasil e ainda não vi canguru nem coala. Pode?

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BUNGY JUMP IN NEW ZEALAND
March 4, 2009, 2:56 am
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E foi mais ou menos assim que eu pulei do lugar onde começou essa história de bungy jump como esporte radical…



6 days in New Zealand
March 4, 2009, 2:09 am
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DAY 1: FROM CHRISTCHURCH TO WHATARUA

Desembarquei no aeroporto internacional de Christchurch às 14h, só com a bagagem de mão, o que me economizou muito tempo. A passagem pela imigração foi tranquila, depois que expliquei para a funcionária todo o meu itinerário e ela ficou surpresa em ver como eu conhecia os lugares para onde estava indo. Bom, conhecer não conhecia nada, era tudo suposição. Estava tudo tranquilo até um policial me puxar de lado e começar a fazer mil perguntas (no pior estilo pegadinha) sobre fumar canabis. O safado queria me pegar – amarrei a cara e depois da terceira pergunta já perguntei logo qual era o propósito de tudo aquilo uma vez que eu já tinha falado que não fumava maconha. O safado me liberou e lá fui eu arrumar um telefone (aluguei um chip) e o carro – peguei um Mitsubishi compacto bacaninha para economizar na gasolina. Deixei o aeroporto e fui dar uma volta na cidade e, depois de perceber que uma das maiores cidades da ilha sul devia ser menor que Atibaia, resolvi dar o fora. A cidade é uma graça, estilinho inglesa, gôndolas deslizando pelos canais da cidade (!!), bondinhos e nenhuma loja aberta – era domingo. Mas claro que a primeira coisa que vi foi uma roda de capoeira na praça principal. Não tem jeito, brasileiro está em todo lugar.

The beginning of the Alpine Scenic Route

The beginning of the Alpine Scenic Route

Peguei o carro e deixei a cidade em direção à Greymouth – a motivação real era viajar pela Alpine Scenic Highway, uma estrada que corta os alpes que separam a costa leste e oeste. E ali começou o verdadeiro cenário neo-zelandês que eu estava esperando. Montanhas cobertas com um pouco de neve (é verão aqui), vales entrecortados por rios, lagos, quedas d’água e florestas. Mas claro que não tirei nenhuma foto porque esqueci de recarregar a câmera. O cenário é inesquecível, assim como a estrada, que é minúscula e de vez em quando serpenteia as montanhas e sua espinha congela de medo de cair no desfiladeiro, ou quando aparecem as “one lane bridges”, pontes estreitas por onde só passa um carro por vez e são longas e de madeira sobre rios cheios de pedras. Percorri o trajeto, que deve ter uns 200km, sob uma chuva chata e teimosa que não me permitiu descer do carro em nenhum momento. Cheguei em Greymouth por volta das 19h esperando uma cidade portuária agitada mas, novamente, outra cidade pequena esquecida no tempo. Já vi que vou ter problemas com as cidades por aqui. Você pega uma estrada esperando parar na próxima cidade para tomar um café mas tudo que você vê são algumas casas espalhadas na rua principal e é isso. Não espere agitação na ilha sul – todos estão aqui pela natureza. Por isso não fiquei em Greymouth (era meu plano dormir lá e continuar viagem no dia seguinte). Resolvi continuar rodando até cansar – rodei mais 200km e às 22h cheguei nesse motelzinho caro para cacete aqui em Whatarua, na base do Mountain Cook e a 30km dos glaciares. Amanhã começa a exploração – se a chuva deixar.

DAY 2: FROM WHATARUA TO QUEENSTOWN

Acordei às 9h30 e tinha que liberar o quarto às 10h. A chuva continuava a cair, mesmo tendo sido persistente a noite inteira. O jeito era cair na estrada e arrumar um jeito de visitar as geleiras, já que sobrevoar o Mt. Cook estava fora de cogitação já que o céu estava completamente encoberto. Rodei uns 40km até Franz Josef, casa da primeira geleira e a cidadezinha de 100 habitantes mais desenvolvida até o momento devido ao turismo intenso – um posto de gasolina decente, lojas de suvenires, um supermercado e finalmente um café da manhã decente. Fiz todas essas coisas, exatamente nessa ordem. Comprei um casaco impermeável (que seria meu companheiro de viagem) e fui para o Parque Nacional Franz Josef. Subi a trilha de 30 minutos embaixo de chuva para ver a geleira – e era imensa. Como o nível do rio estava baixo dava para andar até a geleira e dependendo do seu nível de coragem, escalá-la. Mas como estava chovendo e tinha que cruzar uns riachos gelados, resolvi deixar para lá.

Franz Josef Glacier

Franz Josef Glacier

Peguei o carro e rodei mais 30km rumo a Fox Glacier, que foi de longe meu preferido – o local não tinha tanta infraestrutura e parecia mais selvagem, principalmente por causa da ponte pencil e do rio que começava no pé da geleira. Importante ressaltar que, devido a grande quantidade de pedras no fundo dos rios e lagos por aqui, a cor pode ir de um branco leitoso nos dias nublados (como hoje) a um azul sem pantones precedentes (como iria ver no dia seguinte em Queenstown).

Fox Glacier

Fox Glacier

Perdi algum tempo vendo esse rio correr, em cima da assustadora ponte pencil feita de madeira e corda – realmente fiquei com medo. Glaciares vistos, era hora de continuar descendo até Queenstown. O final do Westland National Park (Tai Poutini), onde ficam os glaciares, foi um cartão postal em movimento, com todas aquelas curvas montanhas adentro, entre canyons, rios e cachoeiras – e foi tentando ver tudo isso que bati o carro em um poste de sinalização da estrada e acho que vou ter que pagar a franquia do seguro que vai sair uma bica. Fiquei puto e meu dia acabou ali. Fiquei realmente puto e não consegui mais aproveitar a beleza da estrada nesse dia. Passei por diversos lagos rodeados de montanhas, como nos filmes, e a chuva parou quando cheguei no Lago Hawea – o céu começou a limpar e o azul da água começava a aparecer. Cheguei a Wanaka, a maior cidade (dada as proporções neo-zelandesas) desde Greymouth. De lá vi placas para uma tal de Mountain Aspiring Alpine Scenic Route (51km) e lá fui eu rumo ao norte, me desviando da minha rota. Mais lagos, montanhas, criações de ovelhas, gados e veados. Quando vi estava em uma estrada de terra no meio do nada, tentando tirar ovelhas perdidas do meio da estrada.

Near Mt. Aspiring

Near Mt. Aspiring

Rodei por 1h e voltei para Wanaka, para de lá ir para Queenstown. Entre a estrada principal e outra “scenic route”, me decidi pela segunda e lá fui eu pela sinuosa “Crown Range Road”, uma antiga rota de ouro, realmente sinuosa e com uma serrinha danada de perigosa. A partir dela cheguei em Queenstown, finalmente, e fiquei surpreso com a cidade. Esperava mais uma cidadezinha minúscula no meio do nada (não que ela seja grande), mas encontrei uma cidade charmosa, cravada nas montanhas, recheada de restaurantes, lojas, cafés e, lógico, lugares para você reservar algum esporte radical – Queenstown é a capital mundial dos esportes radicais. Cheguei por volta da 20h e minha missão, antes de mais nada, era achar um lugar para dormir. Rodei por meia hora até encontrar um motelzinho (caro) com placa de “temos vagas”. Fiquei por lá mesmo e, na recepção, descobri que meu cartão de crédito estava bloqueado de novo – para variar – e eu estava com pouco dinheiro e ainda tinha a franquia do carro para pagar. Argh! Deixei as coisas no quarto e fui dar uma volta pela cidade – pier, as quatro ruas principais e suas lojinhas – para chegar no restaurante indiano onde iria jantar mais uma refeição apimentada – juro que não quero ver comida tailandesa ou indiana ou algo com curry por um bom tempo quando voltar para o Brasil. Comprei uma garrafa de vinho, voltei para o meu quarto, enchi a banheira, liguei o iTunes e fiquei ali, só relaxando e tentando não pensar em nada. Falei com o pessoal do cartão e o limite estava estourado – teria que esperar 48 horas até a fatura paga ser processada e o limite ser reestabelecido. Fui dormir.

Mais fotos do segundo dia aqui.

DAY 3: FROM QUEENSTOWN TO MILFORD SOUND

Levantei novamente às 9h30 pois 10h é o horário do check out em qualquer hotel por aqui. Fui para a cidade, andar novamente e tentar tomar um café-da-manhã bacana. No caminho troquei meus últimos dólares australianos por neo-zelandeses, só para garantir a sobrevivência nessas 48 horas até a liberação do cartão de crédito. Parei nesse cafézinho charmoso, repleto de estrangeiros, pedi meu tradicional Cap+3 e panquecas com berries, syrup e sorvete. Café da manhã tomado, hora de procurar algo radical para fazer.

Queenstown

Queenstown

Cruzei a rua e fui até o Queenstown Bungy Centre ver qual era. Queria muito pular de Bungy no Nevy’s Place, uma cabine pendurada por cabos de aço a 134m de altura no meio de um vale, mas já estava lotado para o dia. Então optei pela tradicional Kawarau Bridge, o lugar onde começou toda a história do bungy jump comercial – 43m de altura sobre uma velha ponte de madeira no meio de um canyon repleto de pedras e um rio azul embaixo. Reservei também o Shotover Jet, um “passeio de barco” pelo rio que cruza o Arthur’s Point, um canyon que antigamente era uma mina de ouro. Feelings:

Shotover Jet at Arthur's Point Canyon

Shotover Jet at Arthur's Point Canyon

1. SHOTOVER JET: Crazy! Não sei a velocidade exata que o barco atinge, mas só sei que era rápido, muito rápido, tão rápido que sequer pensei em tirar a mão da barra de segurança, ainda mais porque o insano do condutor passava a uns 20cm das paredes do canyon e a cada minuto fazia uns giros 360. Saí de lá meio perturbado, peguei o bondinho até o alto da montanha (Queenstown Gondola) para ter uma visão geral da cidade – o céu estava limpo e foi aí que eu vi que eles não estavam mentindo, os lagos são realmente azuis.

Kawarua Bridge

Kawarua Bridge

2. BUNGY JUMP: Desci a montanha, peguei o carro e corri para fora dos limites da cidade até a Kawarau Bridge, que fica uns 20 minutos longe de Queenstown. Chego lá e a infraestrutura é digna de parque temático – vejo que o negócio avançou bastante e hoje é só mais uma atração turística. Mas ao ver a ponte, o canyon e o rio lá embaixo o coração já começou a bater acelerado e a vontade de desistir começou a levantar a mão – mas eu já estava lá, já tinha pago uma grana, então tinha que ir. E fui. Com direito a mergulho no rio e tudo. E a experiência foi a mesma de sempre: a sensação de estar se jogando de um prédio e o questionamento interno de por quê você faz isso. De qualquer jeito, foi animal.

Lake Wakatipu

Lake Wakatipu

De lá já caí na estrada novamente, com destino à terra dos fiordes (Fiordland), mais especificamente o vilarejo de Milford Sound. A vegetação começou a mudar, adquirindo um aspecto mais seco, meio desértico, enquanto cruzava infindáveis fazendas repletas de ovelhas. Fiquei me perguntando onde estão as plantações pois até agora não vi nenhuma. Na saída de Queenstown fui acompanhado pela “The Remarkables”, uma cadeia de montanhas rochosas de fazer cair o queixo. Logo a frente, o Lago Wakatipu me deixou com a boca aberta, novamente. Azul, azul, azul sem fim rodeado por montanhas rochosas que me acompanharam durante um bom tempo na estrada.

Lake Wakatipu

Lake Wakatipu

Uma van “Wicked Camper” estava na minha frente e não conseguia ultrapassá-la, e fiquei olhando para a frase que estava escrita na sua traseira durante um bom tempo – “Smile. Nothing last foverer, not even your problems”, o que veio bem a calhar já que não parei de pensar na tal franquia do seguro. Resolvi desencanar e curtir o resto da viagem, já que não ia poder mudar nada do que tinha acontecido mesmo. Cruzei a vegetação desértica durante algum tempo até chegar em Te Anau, portão dos fiordes, e pegar a estrada Te Anau – Milford Sound, que, de longe, foi o melhor lugar na Nova Zelandia até agora.

Entrando em Fiordland

Entrando em Fiordland

Fiquei boquiaberto com o visual e tive que parar o carro incontáveis vezes só para ficar olhando para o cenário de montanhas rochosas cobertas de neve, rios cruzando os canyons e uma floresta densa, repleta de árvores altíssimas e de formas estranhas.

Foram duas horas de viagem nessa estradinha que serpenteava as montanhas e os rios, cheia de curvas perigosas e subidas e descidas de serras, até chegar em Milford Sound, que se resume a uma rua, uma marina, um hotel e um bar. Consegui um quarto no hotel e fui dar uma volta, para me deparar com uma cena inesquecível – às 9h da noite o sol estava se pondo sobre os fiordes e a mistura de cores, cenários, sons e aromas é uma coisa que só vivenciando para saber – momentos que nos levam a outros lugares e você pode experimentar o paraíso na terra (acabei de assistir o episódio 13 da quinta temporada de Grey’s Anatomy – assistir ajudaria a entender). Saí correndo para o pub mas já estava fechado – tudo que consegui foi que me vendessem uma garrafa de Speight’s Gold Metal Ale, uma cerveja local, e assim voltei para meu quarto de hotel para fazer o itinerário do dia seguinte e tentar dormir cedo, já que o cruzeiro pelos fiordes sai da marina às 8h30 da manhã. E não é que a cerveja era boa?

Milford Sound

Milford Sound

Mais fotos do terceiro dia aqui.

DAY 4: FROM MILFORD SOUND TO DUNEDIN

Acordei cedo para conseguir tomar café e pegar o barco das 8h30 para fazer o cruzeiro entre os fiordes. Conheci dois americanos no pier, esperando o barco, que vieram filar um cigarro. Um era de New Jersey e outro do Hawaii e estavam na NZ trabalhando para uma empresa de segurança. Trocamos uma conversa fiada e subimos a bordo. O dia estava claro, céu azul sem nuvens mas fazia frio e ventava bastante.

Milford Sound

Milford Sound

Os fiordes são incríveis e a paisagem é realmente de fazer cair o queixo. O que mais me chamou a atenção foi o fato de que esta é uma terra intocada. Milford Sound, que é o principal ponto turístico de Fiordland, tem só um hotel pequeno e um restaurante que faz as vezes de pub, e nada mais. E pelo que conversei com os locais não existe a mínima intenção de que o lugar seja explorado ou que cresca ou etc. Acho que é por isso que você fica com a constante sensação de estar em um lugar selvagem, cenário de filmes de aventura e que a qualquer momento um tiranossauro pode aparecer ou alguma criatura gigantesca sair do nevoeiro. Não é brincadeira nem exagero, é a mais pura verdade. O cruzeiro durou duas horas, foi até o Mar da Tasmânia e voltou para Milford Sound.

Tasman Sea

Tasman Sea

Muitos turistas no barco – tirando foto de tudo, de qualquer queda d’água ou planta diferente. Resolvi desencanar  e não tirar tanta foto pois ninguém vai saber mesmo como é experimentar isso sem vir aqui. Fiquei lá na proa, com o vento batendo no rosto e só aproveitando , tentando registrar cada parte da paisagem na minha cabeça. Ancoramos novamente em Milford Sound, me despedi do lugar e percorri o sinuoso caminho de volta através do parque nacional. Cheguei em Te Anau duas horas depois e, agora que tinha sinal no celular, fui checar se meu cartão já estava funcionando. Nada ainda. Contei os trocados e tinha NZD 94.60 no bolso para passar os próximos dias até o cartão voltar a funcionar. Em Te Anau ia visitar as Glowworm Caves, mas tendo em vista o “budget”, desisti e segui viagem pela South Scenic Route até Invercargill, que seria a minha próxima parada. A Southern Scenic Route não tem muita coisa de “scenic” – apenas um monte de fazendas e mais ovelhas. A mesma paisagem e tudo foi ficando meio cansativo. Foi quando em Catlins, vi uma placa para a “Big Totara Tree Reserve”. As totaras são árvores gigantescas que existem por aqui. Não tive dúvida e virei à direita na estradinha que logo virou estrada de terra – 23km por dentro de fazendas e, ao final, uma reserva florestal. Chegando no estacionamento, você tem que andar uns 500m até chegar na Big Totara – uma árvore de aproximadamente 1000 anos com quase 9m de diâmetro e não sei quantos metros de altura.

Como eu estava sozinho, logo comecei a ficar apavorado com a idéia dessas árvores criarem vida e me arrastarem dali com elas. Fiquei um pouco conversando com as árvores e tentando tirar uma foto decente para depois voltar para o carro e continuar viagem. Horas depois estava na costa sul, o ponto mais próximo da Antártida e parei para ficar absorto em mais um cenário impressionante – um mar de águas de um azul difícil de acreditar graças ao dia que estava fazendo.

Southern Scenic Route

Southern Scenic Route

Continuei viagem até Invercargill, com fazendas à minha esquerda e o mar à minha direita. Invercargill não me chamou a atenção, apesar de ser a maior cidade em que passei até o momento. Uma cidade plana e sem graça e por isso decidi que não ia ficar ali, já que ainda eram 6h da tarde e eu ainda tinha algumas horas até o sol se pôr. Continuei seguindo pela rodovia 1 até Dunedin e me pareceu que a East Coast é mais desenvolvida, não pelo tamanho das cidades que continuavam pequenas nem pela quantidade de cidades, pois continuo achando que esse país é desabitado – tive essa brilhante conclusão porque agora as estradas não tinham mais as “one lane bridges” e eu já podia cruzar as pontes sem parar ou me preocupar se vinha algum carro na contramão. Não parei mais no caminho até Dunedin – estava cansado e preocupado com a periclitante situação financeira do meu caixa pois nada do cartão de crédito ser liberado. Cheguei em Dunedin por volta das 8h e me apaixonei pela cidade. Pela primeira vez em dias pude respirar ar urbano, ver pessoas bem vestidas jogando conversa fora nos diversos cafés da cidade. Dunedin é uma cidade de colonização escocesa e todos dizem que é a Edinburgo do hemisfério sul.

Dunedin Central Station

Dunedin Central Station

É uma cidade de cara jovem, já que a Universidade da Nova Zelândia está aqui e 20% da população é composta por estudantes – então imagine um monte de pubs, bandas tocando, cafés com ar intelectual, enfim, uma delícia. Cheguei, parei em um pub no centro da cidade e pedi um quarto, que estava mais o hotel de “O Iluminado” que qualquer outra coisa. 65 pratas. Ok, me restavam 29.60 dólares. Estava faminto e sedento por uma cerveja, então pedi um burguer e uma Speight’s (a cerveja local que tinha tomado lá em Milford Sound). Lá se foram 20 dólares. Restavam 9.60 para o dia seguinte. Fui dar uma caminhada noturna e entrei em cada beco e rua do centro de Dunedin e me senti pela primeira na NZ em uma cidade contemporânea com vida e personalidade própria. Adoraria ficar mais um dia. Voltei para o hotel e fui para a cama – o cansaço estava batendo à porta depois de 8h de estrada.

Mais fotos do quarto dia aqui.

Wishlist: um aquecedor de cama. Que delícia dormir com a cama quente, na temperatura que você escolher!

DAY 5: FROM DUNEDIN TO CHRISTCHURCH

Acordei já preocupado com o que iria fazer já que a situação estava ficando alarmante. Liguei para a central do cartão de crédito no Brasil e me disseram que em virtude do Carnaval o processamento levaria mais dias e que não havia nada que pudessem fazer. Ok, comecei a entrar em pânico – tinha 1/4 de tanque de gasolina, menos de 10 dólares no bolso e 400km para percorrer para conseguir voltar para Sydney a tempo de meu visto australiano não expirar. Deixei o hotel e resolvi esperar mais algumas horas, acreditando que tudo ia se resolver com o cartão. Como não podia piorar, fui atrás da lista de atrações que podia visitar de graça na cidade.

Maori Art @ Otago Museum

Maori Art @ Otago Museum

Fui no Otago Museum, onde aprendi bastante sobre a cultura maori e pela primeira vez no país vi algo genuíno da arte maori. Fiquei impressionado com o nível de detalhe e cuidado com que armas e utensílios eram entalhados e mais impressionado ainda em ver que todos os povos indígenas das ilhas do Pacífico Sul tinham o mesmo nível de detalhe e cuidado, só mudando o padrão das texturas e cores. Mas os maori tinham algo diferente na maneira como representavam as entidades e as estórias e lendas, uma arte bem mais sofisticada em termos de acabamento e enredo, se posso colocar desta maneira. Fiquei fascinado novamente pelas artes visuais e acho que devia gastar mais tempo nisso, que é onde me garanto e de onde vivo constantemente fugindo. A ida ao Otago Museum me consumiu mais 5 dólares de estacionamento – não há nenhum lugar para estacionar na rua nessa cidade sem pagar. Nada do cartão e resolvi pedir socorro. O John acabou me transferindo  algum dinheiro via correio, depois de algumas horas indo de banco em banco para checar como ele poderia me mandar grana. Nesse meio tempo fui até a Dunedin Public Art Gallery (nada muito interessante, nada local, só arte antiga européia) e depois fui até a Central Station, o maior prédio vitoriano do hemisfério sul. Foi quando o John me mandou uma mensagem dizendo que eu podia procurar qualquer escritório dos correios e pegar o dinheiro. Pronto, pânico acabado e eu já estava pronto para terminar a viagem feliz e contente, já que não ia precisar mais ser deportado. Saquei o dinheiro mas resolvi não ficar em Dunedin mais uma noite, ainda que quisesse muito ir à uma lista de baladas underground que tinha descoberto. Peguei a estrada por volta das 17h em direção à Christchurch, para não correr o risco de perder a hora, ter o carro quebrado, etc, ou qualquer outra coisa que sempre acontece comigo. Não podia nem cogitar a idéia de perder meu vôo de volta para a Austrália já que sexta era o último dia válido do meu visto de entrada no país.

Oamaru

Oamaru

Dirigi durante 4h30 seguidas, só parando em Oamaru para ver os pinguins e de bônus uns escoceses bêbados no pub me olhando com aquela cara feia típica de locais de cidades pequenas encarando forasteiros.

Oamaru

Oamaru

Cheguei em Christchurch por volta das 21h30 e ainda tinha que achar um lugar para dormir. Rodei pelo centro da cidade e nada, tentei vaga em alguns motéis e nada até que cheguei no Tower Junction Motor Lodge e arrumei um quarto, que o recepcionista fez pela metade do preço e que fiquei espantado com a qualidade do quarto quando abri a porta – de longe a melhor acomodação que tive até agora: TV LCD 42″, cama queen size cheia de travesseiros, móveis novos e de bom gosto. Era o que eu precisava depois de uma semana intensa e desgastante. Tentei escrever no diário, ver mais um episódio de Grey’s Anatomy, pensei em sair para comprar cerveja ou pegar algo para comer, mas só consegui tomar um banho quente, ir para a cama e cair no sono vendo propaganda de produtos de beleza.

Mais fotos do quinto dia aqui.

NOTA IMPORTANTE: Depois de zapear os canais, constatei que a propaganda aqui é muito melhor que na Austrália. Como pode? Parece que a Saatchi&Saatchi aqui é fodona.

DAY 6: FROM CHRISTCHURCH TO SYDNEY

Christchurch Arts Centre

Christchurch Arts Centre

Acordei meio sem saber o que fazer, já que tinha que estar no aeroporto às 13h. Saí do hotel por volta das 10h30 e fui atrás do Arts Centre, que ouvi falar que era um conjunto de galerias de artistas locais. Cheguei lá tarde, depois de me perder bastante porque Christchurch é bastante irregular. O Arts Centre é uma delícia – dentro de uma enorme construção gótica que não sei bem se era para ser um castelo ou uma igreja, estão espalhadas uma série de galerias, cafés, teatros, cinemas e o Arts Centre propriamente dito, que é um espaço onde os artesãos locais expõem ou vendem seus produtos. Rodei o local e, claro, tem muita coisa para turista ver, inclusive as “pedras maori” que você encontra em qualquer esquina por aqui e quando vai checar no verso se depara com um “Made in China”. Por isso mesmo andei todo o Arts Centre em busca de artistas locais e encontrei essa lojinha, BoneCarved, que vendia pingentes maori entalhados em osso – o artesão, Ben “Eye” Te Karu, me explicou o significado de cada desenho e entalhe, ficamos conversando um bocado apesar  de ter ficado intimidado pela tatuagem maori no rosto no início. Super senhor gente boa. No final, quando assinei o canhoto do cartão de crédito, ele me perguntou se eu era artista também, se eu desenhava ou pintava ou o que, e disse que sim e ele respondeu, “claro, dá para ver pelo jeito como você segura a caneta”. Mais um sinal. De lá fui até uma galeria de arte maori e entre tanta coisa bacana – máscaras, tótens, armas, quadros – e bem caras também, comprei uma gravura que não sei porquê mas ficou conversando comigo. Entrei e saí da galeria três vezes e não consegui ir embora sem levá-la comigo. Talvez eu entenda o significado depois. Já eram 12h30 e eu tinha que correr para o aeroporto, devolver o chip do celular e tentar resolver a questão do carro batido. Chegando no aeroporto ninguém me pediu nada e só devolvi a chave, e foi isso. Vou saber depois quando vier a fatura. Embarquei e em algumas horas estarei em Sydney. Essa semana foi intensa, bastante intensa, levaria pelo menos 15 dias para fazer tudo o que eu fiz em 6 dias e, apesar de ter aproveitado muito pouco algumas coisas, deu para ter noção de como é esse pequeno país, aberto e intocado. Espero que continue assim. Foi bom também para me dar conta de várias coisas, e principalmente ter a certeza de que sou uma pessoa que precisa de movimento, constante movimento.

Mais fotos do sexto dia aqui.

NOTA IMPORTANTE: Mais uma viagem do grande caralho!



21.02 – KIWI EXPERIENCE
February 21, 2009, 10:43 am
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Estou indo hoje para a Nova Zelândia, fazer uma roadtrip sozinho por todo o sul do país e, quem sabe, pular no tal do bungee jump de 134 metros de altura. Volto em uma semana.



15.02 – Victoria Bushfires
February 21, 2009, 10:39 am
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Esse mês foi bem trágico por aqui e nas últimas duas semanas só o que ouvimos em todos os cantos foi sobre os incêndios no estado de Victoria. No norte do país, no estado de Queensland, houve a pior enchente de todos os tempos e todos os fazendeiros perderam a produção, pessoas perderam casas, cidades inteiras embaixo d’água. Ao sul, no estado de Victoria, onde fica Melbourne, aconteceram os incêndios, que devastaram cidades inteiras, deixando vários mortos e pessoas desabrigadas. O fogo era tão rápido que quando as pessoas percebiam que o incêndio estava se aproximando das casas, já não dava mais tempo para fugir. Várias pessoas morreram carbonizadas dentro das próprias casas ou nas estradas, dentro dos carros, tentando fugir. E na segunda-feira passada fiquei sabendo de algumas pessoas próximas que morreram nos incêndios, inclusive crianças. Foi bem triste, bem triste. O saldo de mortos deve ultrapassar 200 pessoas. Mas agora já está tudo tranquilo e eles estão começando a reconstrução. Foi incrível ver a solidariedade – em um final de semana a Cruz Vermelha arrecadou mais de 30 milhões de dólares, fora um monte de roupa e alimentos que foram doados. Várias pessoas deixando suas casas para irem para Victoria trabalharem nos postos de voluntariado. Aqui em Newsouth Wales não aconteceu nada – nem enchente nem incêndio. Tudo tranquilo, tranquilo, tirando os ataques de tubarões que viraram peste em Sydney. Eu é que não entro mais no mar aqui. Fora isso, tudo bem.



07.02 – HARBOUR BOAT CRUISE
February 21, 2009, 10:30 am
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18
Estilo. Isso é o que eu chamo passar a tarde de sábado a bordo de nosso yatch navegando pelas águas da baía de Sydney, tomando champagne e parando em pequenas praias privativas para um pequeno mergulho. Ok, não era um yatch e não tínhamos champagne, mas o barco era bem legal e a cerveja ficou gelada até o fim. Só lembrava do pica-pau sonhando com carros, mulheres, yatchs, milhões de dólares. No dia seguinte fiquei sabendo que corremos sérios riscos de sermos atacados por tubarões – li no jornal que a Sydney Harbour estava infestada e duas pessoas tinham sido atacadas. Mais fotos aqui.



06.02 – Ivy
February 21, 2009, 10:27 am
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Graciele, André e Denise

Graciele, André e Denise

Depois de uma semana de dinner parties e idas ao teatro assistir peças nem tão boas assim, quinta-feira fui parar no Ivy com as meninas, uma balada de mauricinho e patricinhas australianos, e, claro, bebi mais do que devia.